
Um estudo publicado no Journal of Geophysical Research: Space Physics revela um complexo ‘cabo de guerra’ formando luminosas auroras na atmosfera superior de Júpiter. Como base para a pesquisa foi usada uma combinação de dados da sonda Juno, da Nasa, e do Telescópio Espacial Hubble.
O artigo científico descreve o delicado ciclo atual de Júpiter impulsionado pela rápida rotação do planeta e a liberação de enxofre e oxigênio de vulcões em Io, uma de suas luas.
Pesquisadores da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Leicester, no Reino Unido, usaram dados da Investigação de Campo Magnético (MAG) de Juno, que mede o campo magnético do planeta a partir da órbita ao seu redor, e observações do Espectrógrafo de Imagem do Hubble.
A pesquisa fornece uma fortíssima evidência de que as poderosas auroras de Júpiter estão associadas a um sistema de corrente elétrica que compete com a magnetosfera, a região dominada pelo enorme campo magnético do planeta.
“Temos teorias ligando essas correntes elétricas e as poderosas auroras de Júpiter há mais de duas décadas, e foi tão emocionante poder finalmente testá-las procurando essa relação nos dados. E quando comparamos um contra o outro, quase caí da cadeira quando vi o quão clara é a conexão”, disse Jonathan Nichols, autor correspondente do estudo.
“É emocionante descobrir essa relação porque não só nos ajuda a entender como o campo magnético de Júpiter funciona, mas também os de planetas que orbitam outras estrelas, para as quais já usamos as mesmas teorias, e agora com confiança renovada”.
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