
Um grupo de cientistas de diversas universidades do Japão identificou o lobo japonês (Canis lupus hodophilax) como a subespécie de lobo mais próxima dos cães doméstico, entre todas estudadas. E isso tem muitas implicações na forma como entendemos a domesticação de nossos companheiros.
O cão doméstico a espécie animal com maior diversidade de formas que já existiu. Eles vêm em múltiplas cores, pelagens e tamanhos. Os maiores deles (o mastim britânico, recordista com 155 kg) podem ter mais de 300 vezes o tamanho dos menores (o chihuahua, com 0,5 kg). E todas essas formas têm uma origem só: alguma subespécie de lobo extinta, que não é como as que existem hoje. E agora temos uma ideia melhor de com o que ela se parecia.
O lobo japonês já habitou a maioria das ilhas do arquipélago e foi caçado até a extinção por proprietários de terra japoneses, desaparecendo em 1905. Era uma subespécie de lobo particularmente parecida com o cachorro, com uma cor creme ou marrom claro como é comum entre esses. Era tão parecido que frequentemente era confundido com cães da raça akita,
A pesquisa foi possível graças à análise do DNA de lobos japoneses através de ossos guardados em diversos museus do Japão. Comparando o DNA do lobo japonês com o de outros lobos, cachorros e canídeos distantes como raposas, os pesquisadores descobriram que esses animais ocupavam um ramo separado na evolução dos lobos. Haviam sido isolados geneticamente dos demais entre 20 mil e 40 mil anos atrás.
A pesquisa sugere fortemente que os cães devem ter sido domesticados no Leste Asiático, e não no Oriente Médio ou Europa, como muitos cientistas defendem.
Não é que o lobo japonês seja a origem do cachorro, mas a linhagem perdida do ancestral dos cães, acreditam os cientistas, também deu origem ao lobo japonês. Ou seja, são primos: tanto o lobo japonês quanto o cachorro tem os mesmos ancestrais próximos, que não são os mesmos que os dos lobos que existem hoje.
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