Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

Caixões misteriosos encontrados em castelo do Rei Arthur

Caixões misteriosos encontrados em castelo do Rei Arthur

Próximo à cidade de Edimburgo, na Escócia, existe uma pequena montanha conhecida como Arthur’s Seat. Ela surgiu a partir de uma erupção vulcânica, e alguns dizem ter abrigado o castelo lendário do Rei Arthur, conhecido como Camelot. Além disso, o local está repleto de histórias e mistérios, uma delas ainda hoje confunde alguns cientistas, 17 pequenos caixões de madeira, escondidos em uma encosta.

A montanha de Arthur’s Seat é conhecida por ser um local evocativo e misterioso, fazendo com que alguns especialistas sugerissem que os caixões e as figuras de madeira fossem representações de alvos de bruxas.

No entanto, o cuidado com que as peças foram produzidas, refuta esse argumento. Artefatos de bruxaria são geralmente criados com o intuito de serem destruídos, para eliminar o inimigo que representavam, mas as estátuas foram produzidas respeitosamente.

Uma hipótese sugerida pelo Edinburgh Evening, ainda em 1836 era que os caixões podem ser enterros representativos de pessoas que faleceram em terras distantes. Outra, publicada no jornal Caledonian Mercury, também no mesmo ano dos eventos, é de que os objetos foram uma forma das esposas de marinheiros que morreram no mar dar um enterro cristão para seus maridos.

Embora convincente, não existem evidências de que essas práticas foram realizadas na Escócia. Além disso, as figuras de madeira são quase idênticas em tamanho e formato, sendo improvável que sejam produzidas para representar pessoas individuais. Um enterro substituto de 17 pessoas também estaria provavelmente ligado a um evento histórico, mas não existem registros de algo parecido na região ou época.

Uma das teorias é de que os caixões representam as vítimas dos serial killers do século 19, William Burke e William Hare. Entre os anos de 1827 e 1828, a dupla cometeu 16 assassinatos em Westport, tendo sido os cadáveres utilizados para dissecação por estudantes de medicina da época.

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