
Esperava-se que o fim da atuação do El Niño, fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, pudesse trazer algum alívio. No entanto, o calor extremo não dá trégua.
De acordo com o observatório europeu Copernicus, em 2025 foi registrado o segundo mês de abril mais quente da história do planeta. Ele também foi o 21º, dos últimos 22 meses, com temperatura global média acima de 1,5°C em relação ao nível pré-industrial.
Na Europa, a temperatura média em terra foi de 9,38°C, o que representa 1,01°C acima da média 1991-2020, tornando-se o sexto abril mais quente do continente. O maior calor foi registrado no leste europeu, oeste da Rússia, Cazaquistão e Noruega.
Os termômetros também ficaram acima da média no extremo leste russo, em grande parte da Ásia centro-oeste, América do Norte, partes da Austrália, península Antártica e oeste da Antártida. Por outro lado, partes da América do Sul ficaram mais frias do que o normal.
O relatório dos pesquisadores ainda indica que os oceanos e mares mantiveram temperaturas anormalmente altas, com destaque para o Atlântico Norte e Nordeste e o Mediterrâneo. E que a extensão do gelo marinho no Ártico ficou 3% abaixo da média, sendo o sexto menor valor para abril em 47 anos de monitoramento por satélite.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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