Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de novembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Camada de gelo no Himalaia está derretendo e pode desmoronar

Camada de gelo no Himalaia está derretendo e pode desmoronar

Uma pesquisa publicada na revista Communications Earth & Environment apontou que a estabilidade e a infraestrutura do Planalto Qinghai-Tibet do Himalaia podem estar comprometidas graças ao derretimento do permafrost no local. Essa situação aumentará cenas de reparo e de substituição das infraestruturas até 2050.

O Planalto Qinghai-Tibet é uma área que mede cerca de cinco vezes o tamanho da França. Ele vai da China Ocidental até o Paquistão, e inclui áreas do Nepal, Índia, leste do Tajiquistão e sul do Quirguistão. Acredita-se que, com o aumento das mudanças climáticas, as temperaturas globais também serão elevadas, o levará o permafrost em todo o mundo a descongelar rapidamente.

Em entrevista à Newsweek, o professor de ciências da terra na Universidade de Dartmouth, Mathieu Morlighem, declarou que o permafrost é um solo “permanentemente” congelado, localizado em abundância em regiões frias, como os polos, e lugares montanhosos.

O ecologista de sistemas da Universidade de Montana, John S. Kimball, também contou à Newsweek que, diante desse crescente aumento de temperatura o permafrost começou a apresentar instabilidade.

“Quando o permafrost descongela, o chão se torna instável. É muito mais fácil para esse solo se mover. Muitos lugares experimentam subsídios, abrindo estradas, afetando aeroportos, trilhos de trem, oleodutos ou até mesmo edifícios”, disse Morlighem.

O degelo dessa camada pode trazer prejuízos, como por exemplo os terrenos instáveis, que podem danificar fundações de construção, estradas, dutos e outras infraestruturas. Isso sem contar com o aumento na possibilidade de deslizamentos de terra, ocorrência capaz de poluir os rios.

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