Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Carvão encontrado em local de queda de asteroides pode ser microrganismos

Carvão encontrado em local de queda de asteroides pode ser microrganismos

Um novo estudo revela que uma série de pedaços de carvão minúsculos encontrados em quatro crateras formadas por asteroides são cadáveres incinerados de microrganismos. As crateras, que ficam na Estônia, Polônia e Canadá, foram criadas com milhares de anos de diferença.

O carvão “foi formado por organismos mortos, queimados e enterrados pelos asteroides”, afirma a principal autora do estudo, Anna Losiak. Esta descoberta aposenta a hipótese anterior de que os pedaços, que medem de milímetros a poucos centímetros, vieram de incêndios florestais.

Losiak optou por analisar crateras menores, com até 200 metros de diâmetros. Esses vestígios de impactos se formam a cada 200 anos, aproximadamente, e apresentam diversas oportunidades de estudar as condições de formação de crateras.

“A maioria das pessoas está interessada nas colisões gigantescas porque elas são capazes de causar danos em nível global – a extinção dos dinossauros é o único exemplo deste tipo de evento”, afirma Losiak.

O primeiro contato da pesquisadora com o carvão misterioso foi próximo a uma cratera na Estônia. Inicialmente, ela buscava o ‘paleossolo’ do local, ou seja, um tipo de solo antigo coberto pelo material removido da cratera durante a sua formação. Embora não tenha conseguido encontrá-lo, ela se deparou com o carvão.

“A princípio, pensamos que esse carvão tinha sido formado por incêndios florestais que ocorreram logo após o impacto”, ela conta. “Com o tempo, porém, eu encontrei exemplares similares de carvão em outros pontos de impacto de asteroides e passei a pensar que havia algo de errado com essa hipótese.”

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