
Pesquisadores do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva (MPI-EVA) investigam o DNA de humanos antigos já há algum tempo. As análises permitem que eles rastreiem movimentações, ancestrais e até mesmo patógenos. Agora, eles também conseguiram identificar condições genéticas incomuns, como a Síndrome de Down.
No estudo publicado recentemente na Nature Communications e liderado por Adam “Ben” Rohrlach, os pesquisadores encontraram, entre o DNA investigado, seis indivíduos que apresentaram um número elevado de sequências do cromossomo 21. Essa anomalia só poderia ter sido explicada por um cromossomo 21 a mais, o que caracteriza a Síndrome de Down.
Atualmente, a Síndrome de Down não é condição que impede que as pessoas tenham vida longa, mas, no passado, não era isso o que acontecia. Dos seis indivíduos identificados no estudo, apenas um deles atingiu cerca de um ano de vida.
Além dos restos mortais, os cientistas também encontraram nesses locais mais informações sobre esses indivíduos, como objetos que foram sepultados juntos.
Os cinco sepultamentos pré-históricos, por exemplo, estavam enterrados dentro de antigos assentamentos e alguns carregavam bens funerários especiais, como colares de contas coloridas, anéis e conchas do mar.
Estes enterros parecem nos mostrar que estes indivíduos foram cuidados e apreciados como parte das suas sociedades antigas.
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