Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Cemitério medieval guarda tesouro de 1.600 anos

Cemitério medieval guarda tesouro de 1.600 anos

Arqueólogos localizaram joias feitas de ouro e prata em um cemitério medieval perto da cidade de Sebastopol, na região da Crimeia. As descobertas indicam que o local era destinado ao enterro de membros da elite de uma sociedade que habitou a região do final do século IV até o século VI.

A necrópole de Almalyk-dere fica localizada no planalto de Mangup, a cerca de 16 quilômetros da cidade de Sebastopol. O local tem sido estudado por pesquisadores desde o século XX e, apesar de alguns objetos terem sido levados por bandidos ao longo do tempo, muitos artefatos valiosos permanecem escondidos ali.

A região de Mangup aparece em famosos registros históricos. O historiador bizantino do século VI, Procópio de Cesaréia, escreveu que a região fazia parte do principado cristão de Gothia, que havia sido estabelecido no sudoeste da Crimeia por godos que se recusaram a seguir Teodorico, o Grande, durante sua invasão da Itália em 488.

As novas descobertas são de duas criptas que datam entre os séculos IV e VI. As joias parecem ter sido usadas por mulheres e são compostas de broches, brincos de ouro, pedaços de cintos e fivelas de sapatos. Parte dos objetos foi produzida na própria região da Crimeia, enquanto o restante foi importado.

Segundo os pesquisadores, os artefatos são evidências de enterros aristocráticos no local. Muito provavelmente, mulheres ricas foram enterradas em ambas as criptas onde os itens foram encontrados, afirma o comunicado da Universidade Federal da Crimeia.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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