
A erupção do vulcão Vesúvio causou a destruição de Pompeia, sendo um dos eventos mais conhecidos da antiguidade e pesquisados pela ciência. A explosão espalhou rochas, cinzas e fumaça, causando a morte de milhares de pessoas.
De acordo com pesquisas anteriores, o calor extremo fez com que seu sangue das vítimas fervesse e seus crânios explodissem. Agora, no entanto, um novo estudo descobriu que pelo menos uma pessoa teve uma morte ainda mais cruel.
Pesquisadores descobriram que a altíssima temperatura dos materiais expelidos pelo vulcão foi capaz de transformar o cérebro de um homem em pequenos pedaços de vidro. Eles acabaram ficando presos na superfície do crânio do homem, o que permitiu que fossem analisados.
O processo no qual a matéria cerebral passa por calor extremo e se transforma em uma textura semelhante ao vidro é chamado de vitrificação. No entanto, os cientistas explicam que este é um caso único na história da humanidade.
Segundo eles, o mais comum é que o tecido cerebral assuma uma textura semelhante a sabão, que ocorre durante um processo chamado saponificação, quando os triglicerídeos no tecido adiposo do cérebro reagem a partículas carregadas no ambiente.
Entretanto, as circunstâncias específicas da morte deste homem acabaram proporcionando as condições perfeitas para sua matéria cerebral endurecer e se transformar em vidro. Ao contrário de outros corpos da mesma época analisados, esta vítima foi enterrada por um monte de cinzas vulcânicas dentro de um prédio chamado Collegium Augustalium.
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