Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

CERN desliga o maior acelerador de partículas do mundo por 4 anos

CERN desliga o maior acelerador de partículas do mundo por 4 anos

Recentemente, o Centro Europeu para Pesquisa Nuclear (CERN) interrompeu as operações do Grande Colisor de Hádrons (LHC) para uma atualização planejada que deve durar cerca de quatro anos. A expectativa é que o equipamento volte a funcionar em 2030 com uma capacidade muito superior de geração de colisões entre partículas.

A modernização transformará o acelerador na versão High-Luminosity Large Hadron Collider (HiLumi LHC), projeto concebido para aumentar significativamente o volume de dados obtidos nos experimentos. A iniciativa busca ampliar as possibilidades de investigação sobre a estrutura fundamental do Universo.

Desde a descoberta do bóson de Higgs até estudos relacionados à matéria escura, à antimatéria e às primeiras fases do cosmos, os pesquisadores esperam que a nova etapa permita análises mais detalhadas e aumente a chance de observar fenômenos extremamente raros.

O LHC é o maior acelerador de partículas já construído e permite que cientistas reproduzam, em escala microscópica, condições semelhantes às que existiam instantes após o Big Bang. Com a atualização, os pesquisadores esperam ampliar significativamente a quantidade de dados obtidos nos experimentos, aumentando as chances de responder a questões ainda abertas sobre a composição e a evolução do Universo.

O desligamento marca o início da terceira grande interrupção programada das atividades do LHC desde que o acelerador entrou em operação. O período, identificado como Long Shutdown 3 (LS3), será dedicado à instalação de novos equipamentos e à substituição de componentes essenciais para elevar o desempenho da estrutura.

Segundo o projeto, a luminosidade do acelerador será multiplicada por dez em relação ao desenho original. Na prática, isso permitirá uma quantidade muito maior de colisões entre partículas, aumentando de forma expressiva o volume de informações disponíveis para análises científicas.

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