Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Céu em risco: excesso de satélites pode tornar a astronomia da Terra inviável

Céu em risco: excesso de satélites pode tornar a astronomia da Terra inviável

A expansão acelerada de satélites em órbita terrestre tem levantado alertas na comunidade científica sobre os limites da observação astronômica a partir do solo. Um estudo recente, do cientista O. R. Hainaut, aponta que a multiplicação desses objetos pode comprometer a qualidade dos dados obtidos por grandes telescópios.

Segundo estimativas discutidas por pesquisadores do setor, o cenário atual já envolve mais de 15 mil satélites ativos, com projeções de crescimento que incluem megaconstelações capazes de alterar de forma significativa a visibilidade do céu noturno.

A análise indica que, ao ultrapassar aproximadamente 100 mil satélites suficientemente discretos em brilho, a astronomia terrestre pode atingir um ponto crítico, no qual a coleta de dados científicos passa a sofrer interferências substanciais.

A pesquisa foi publicada no periódico Astronomy & Astrophysics e você lê-la clicando aqui.

O estudo destaca que a presença crescente de satélites não se limita à poluição luminosa visível a olho nu, mas alcança diretamente a integridade de observações feitas por instrumentos altamente sensíveis. Entre os exemplos citados está a influência sobre grandes observatórios terrestres, que dependem de um céu escuro e estável para captar sinais do universo distante.

De acordo com a pesquisa, manter os objetos em órbita com brilho reduzido seria essencial para mitigar os impactos. A referência técnica utilizada sugere que satélites com magnitude suficientemente fraca poderiam ser praticamente imperceptíveis, reduzindo interferências diretas em telescópios como os utilizados em levantamentos de grande escala.

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