Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Chances de sobreviver a avalanche aumentaram nos últimos anos, revela estudo

Chances de sobreviver a avalanche aumentaram nos últimos anos, revela estudo

Um novo estudo sugere que pessoas soterradas em avalanches têm maior probabilidade de serem resgatadas rapidamente e sobreviverem hoje do que há quatro décadas. Desde 1990, a taxa de sobrevivência aumentou de 43,5% para 53,4%.

O novo estudo, publicado na revista JAMA Network Open, examinou registros de sobrevivência a avalanches na Suíça publicados entre 1981 e 2020. Nessas quatro décadas, mais de sete mil pessoas foram atingidas pelos deslizamentos de neve, incluindo 1.643 que foram totalmente enterradas.

O modo como acontece o “enterro” é importante. Se a cabeça e o tórax ficam acima da neve, a taxa de sobrevivência supera os 90%. Em caso contrário, as chances caem para cerca de 53%.

O tempo também é fundamental. Pessoas enterradas por menos de 10 minutos têm 91% de chance de sobrevivência, mas estas chances caem para 76% depois de 15 minutos. Se o tempo enterrado chegar a meia hora, no entanto, menos de uma em cada três pessoas sobrevive.

Os cientistas explicam que nestes casos a vítima começa a sofrer de hipóxia (privação de oxigênio) e hipercapnia (acúmulo de dióxido de carbono). O CO₂ exalado se acumula na neve ao redor, atingindo níveis tóxicos.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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