
Alguns animais, como as moscas, conseguem sentir o “cheiro de morte” a quilômetros de distância. Um estudo revelou que não são só os animais necrógrafos que sentem o odor: o composto químico liberado por cadáveres também têm influência nos humanos.
A descoberta foi feita com uma série de quatro experimentos e revela mudanças silenciosas no comportamento das pessoas em contato com o composto.
Cadáveres liberam um composto chamado putrescina, responsável pelo “cheiro de morte” que vem da carne podre (humana ou não). Um estudo de 2015 resolveu investigar como esse odor influencia o comportamento humano.
A partir da análise dos resultados, o estudo revelou que a exposição ao cheiro de morte, conscientemente ou não, fez com que os participantes ficassem em estado de vigilância. Além disso, nos experimentos que envolviam caminhadas, eles andaram mais rápido. No que envolveu relatar seus sentimentos, a pesquisa registrou hostilidade.
De acordo com o IFLScience, os comportamentos podem ser resultado de uma adaptação a um sinal químico que nos alerta sobre situações perigosas.
Vitoria Lopes Gomez é jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e redatora do Olhar Digital.
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