Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 20 de dezembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Chimpanzés podem reconhecer amigos e familiares após décadas separados

Chimpanzés podem reconhecer amigos e familiares após décadas separados

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, descobriram que chimpanzés podem reconhecer outros animais da mesma espécie mesmo após mais de duas décadas sem vê-los. Isso significa que os primatas possuem a memória não humana mais duradoura já registrada.

As descobertas também reforçam a teoria de que a memória de longo prazo em humanos, chimpanzés e bonobos provavelmente vem de nosso ancestral comum compartilhado que viveu entre 6 milhões e 9 milhões de anos atrás. Isso significa que experimentos do tipo podem ajudar a ciência a entender como os humanos desenvolveram uma memória de longo prazo tão boa.

Não sabemos exatamente como é essa representação, mas sabemos que dura anos. Este estudo está nos mostrando não o quão diferentes somos de outros macacos, mas o quão semelhantes somos a eles e como eles são semelhantes a nós.

Os resultados do estudo foram publicados na revista Proceedings of the National Academies of Sciences. No total, foram mostradas imagens para 26 bonobos e chimpanzés.

Enquanto os animais bebiam uma garrafa cheia de suco diluído, telas se alternavam entre pares de imagens. As câmeras monitoravam onde os olhos dos primatas vagavam. E o computador registrou o tempo gasto em cada imagem em uma fração de segundo.

O que ainda não está claro é que tipo de memórias foram ativadas durante o experimento. Os cientistas esperam conseguir responder este questionamento no futuro a partir de novas pesquisas realizadas com os animais.

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