
Recentemente, pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências (CAS) fizeram uma descoberta significativa: encontraram grafeno natural na superfície da Lua, organizado em camadas finas.
Publicada este mês na revista National Science Review, a recente descoberta de grafeno na Lua pela China pode alterar nossa compreensão sobre a formação da Lua e abrir novas possibilidades para a produção desse poderoso material, com impactos potenciais em áreas como eletrônica, armazenamento de energia, construção civil e a criação de novos supermateriais. Além disso, representa um passo importante para o planejamento de futuras missões que pretendem estabelecer infraestrutura permanente na Lua.
A equipe responsável por essa pesquisa foi liderada pelos professores Wei Zhang e Meng Zou, da Universidade de Jilin, com apoio de colegas do CAS e de outros institutos de pesquisa.
Durante décadas, a teoria mais aceita sobre a formação do sistema Terra-Lua é a Hipótese do Impacto Gigante, que sugere que a Lua se formou a partir de uma colisão massiva entre a Terra e um corpo celeste do tamanho de Marte, chamado Theia, há cerca de 4,4 bilhões de anos. Essa teoria é apoiada por análises de rochas lunares trazidas pelas missões Apollo, que indicam uma escassez de carbono na Lua. No entanto, descobertas recentes, incluindo a presença de carbono nativo, desafiam esse consenso.
No estudo atual, a equipe analisou uma amostra de solo lunar, com formato semelhante ao de uma azeitona, coletada pela missão Chang’e 5, da China, em 2020. Esta foi a primeira missão chinesa a retornar com amostras da Lua.
A análise espectroscópica do material coletado revelou a presença de compostos de ferro em uma seção rica em carbono, indicando a formação de grafeno. Usando tecnologias avançadas de mapeamento e microscopia, os pesquisadores confirmaram a existência de flocos de grafeno com espessura de duas a sete camadas.
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