Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Choques entre asteroides e estrelas de nêutrons podem resolver mistério do Universo

Choques entre asteroides e estrelas de nêutrons podem resolver mistério do Universo

Rajadas rápidas de rádio (FRBs) são explosões breves e intensas que foram observadas pela primeira vez no Universo em 2007. Em questão de milissegundos, essas emissões liberam energia equivalente à que o Sol gera em dias. 

A origem do fenômeno é um grande mistério, com dezenas de hipóteses levantadas. Agora, um novo estudo sugere que as FRBs podem ser causadas pela colisão de asteroides com estrelas de nêutrons.

Estrelas de nêutrons são remanescentes densos de estrelas massivas que explodiram em supernovas. Apesar de seu pequeno tamanho, esses objetos concentram uma quantidade colossal de massa em um espaço minúsculo. O impacto de um asteroide contra essas estrelas pode liberar uma energia extraordinária, segundo disse Dang Pham, cientista da Universidade de Toronto, ao site Space.com. 

Essas estrelas possuem campos magnéticos extremamente fortes, trilhões de vezes mais intensos que o da Terra. Ao colidir com uma estrela de nêutrons, um asteroide acelera a velocidades de milhões de quilômetros por hora. Mesmo um pequeno objeto, como um farelo de rocha, liberaria energia equivalente a mil bombas de hidrogênio, de acordo com Matthew Hopkins, astrofísico da Universidade de Oxford e membro da equipe.

“As estrelas de nêutrons são lugares extremos, com mais de 20 km de massa do Sol espremidos em uma esfera de cerca de 20 km de diâmetro, dando-lhes alguns dos campos gravitacionais e magnéticos mais fortes do universo”, disse Hopkins. “Isso significa que uma enorme quantidade de energia potencial é liberada quando um asteroide ou cometa impacta uma delas, na forma de um flash de ondas de rádio brilhantes o suficiente para serem vistas em todo o Universo”.

O tamanho do asteroide e a força do campo magnético da estrela determinam a quantidade de energia liberada.  Ao colidir com uma estrela altamente magnetizada, um asteroide de um quilômetro de diâmetro pode liberar o equivalente a cerca de 100 milhões de vezes a energia consumida anualmente pela humanidade na Terra.

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