Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

“Chuva de diamantes” em planetas gigantes gelados pode ser mais comum do que se pensava

“Chuva de diamantes” em planetas gigantes gelados pode ser mais comum do que se pensava

Um estudo descobriu que a “chuva de diamantes”, um tipo exótico de precipitação há muito tempo teorizado pelos cientistas em planetas gigantes gelados, pode ser mais comum do que se pensava até agora.

Em um experimento anterior, os autores simularam as temperaturas extremas e pressões encontradas no interior dos gigantes gelados Netuno e Urano e, pela primeira vez, observaram a tal chuva de diamantes se formando.

Investigando esse processo em um novo material que se assemelha mais à composição química de Netuno e Urano, cientistas do Laboratório Nacional de Aceleração (SLAC) do Departamento de Energia dos EUA descobriram que a presença de oxigênio aumenta a probabilidade de formação de diamantes, permitindo que eles cresçam em uma gama mais ampla de condições e em mais planetas.

Publicado na revista  Science Advances nesta sexta-feira (2), o novo estudo não apenas fornece uma imagem mais completa de como a chuva de diamantes se forma em outros planetas, como também mostra de que maneira, aqui na Terra, isso poderia levar a um novo modo de fabricar nanodiamantes. Esse produto tem uma ampla gama de aplicações na entrega de medicamentos no organismo, sensores médicos, cirurgias não invasivas, fabricação sustentável e eletrônica quântica.

“O artigo anterior foi a primeira vez que vimos diretamente a formação de diamantes a partir de qualquer mistura”, disse Siegfried Glenzer, diretor da Divisão de Densidade de Alta Energia do SLAC. “Desde então, houve muitos experimentos com diferentes materiais puros. Mas dentro dos planetas, é muito mais complicado; há muito mais produtos químicos na mistura. E assim, o que queríamos descobrir aqui era que tipo de efeito esses produtos químicos adicionais têm”.

No experimento anterior, os pesquisadores estudaram um material plástico feito a partir de uma mistura de hidrogênio e carbono, componentes-chave da composição química global de Netuno e Urano. No entanto, além do carbono e do hidrogênio, os gigantes gelados contêm outros elementos, como grandes quantidades de oxigênio.

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