Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Chuva de meteoros Geminídeas: observatório no sul do Brasil registra mais de mil rastros de luz

Chuva de meteoros Geminídeas: observatório no sul do Brasil registra mais de mil rastros de luz

Um dos eventos astronômicos mais aguardados do ano, a chuva de meteoros Geminídeas vai atingir seu pico entre sexta-feira (13) e sábado (14), madrugada que representa a melhor oportunidade para ver incríveis “estrelas cadentes”, que, nesse caso em específico, são bem brilhantes e podem ser até coloridas. 

Aqui no Brasil, espera-se que seja possível ver acima de 50 meteoros por hora, dependendo das condições meteorológicas e do local de observação. De acordo com Carlos Fernando Jung, pesquisador e responsável pelo observatório Heller & Jung, localizado no município de Taquara (RS), a luminosidade da Lua pode ofuscar meteoros de menor magnitude, mas não interfere na visualização das câmeras.

Na última segunda-feira (9), as mais de 20 câmeras do observatório capturaram, juntas, em torno de 1.280 meteoros ao longo de sete horas, a partir da meia-noite. Segundo Jung, foram registradas em média 64 ocorrências por cada equipamento.

Chuva de meteoros Geminídeas registrada por uma das 20 câmeras do Observatório Heller & Jung, em Taquara, no Rio Grande do Sul (imagens cedidas pelo prof. Carlos Fernando Jung, responsável pelo observatório). pic.twitter.com/5cDkiB0wOW

A maioria das chuvas de meteoros é gerada por detritos da passagem de cometas. No caso da Geminídeas, no entanto, ela é formada por resíduos do asteroide 3200 Faetonte – uma rocha espacial que “imita” o comportamento de um cometa. 

Esse asteroide mede em torno de 5,8 km de largura e, conforme se aproxima do Sol, vai se tornando mais brilhante (de forma parecida com a que fazem cometas, que são aquecidos e ficam mais ativos e brilhantes quando perdem gases e poeira com o calor). Os cientistas creditam a “atividade cometária” de Faetonte ao sódio.

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