
Considerada por muitos a primeira das principais chuvas de meteoros que acontecem todos os anos, Líridas ficará ativa desta quinta-feira (16) até o dia 25 de abril, com máxima esperada para a noite entre terça (21) e quarta (22), quando as chances de se ver rastros de luz no céu são maiores.
Essa é a primeira chuva de meteoros a ocorrer depois da “seca” que se dá após a Quadrântidas, que ocorre entre dezembro e janeiro. E é por encerrar esse período e também pelo fato de a chuva anterior praticamente não ser visível do Brasil que, para muitos, Líridas é considerada a primeira das grandes chuvas de meteoros do ano.
Neste ano o pico do evento será com a Lua na fase crescente, 42% iluminada, mas ela não estará mais no céu no horário em que os meteoros lirídeos começarem a aparecer, favorecendo bastante a observação.
Segundo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, a Líridas é a mais antiga chuva de meteoros conhecida, sendo relatada há mais de 2,7 mil anos pelos chineses.
Ela ocorre quando a Terra atravessa a nuvem de detritos deixada pelo Cometa C/1861 G1-Thatcher. Para nós, brasileiros, ela não é uma chuva tão intensa. “Por aqui, teremos algo entre 5 e 11 meteoros por hora, mas apenas em locais escuros, afastados dos grandes centros urbanos. Ainda assim, é uma boa oportunidade para encerrar a ‘abstinência’ dos observadores de meteoros”.
Zurita ressalta que uma chuva de meteoros é um espetáculo astronômico dos mais democráticos. “Pode ser observada por qualquer pessoa que tenha uma visão razoável e acesso a algum pedaço de céu. Não precisa de telescópios, câmeras nem qualquer equipamento especial. Basta ter disposição para perder algumas horas de sono e olhar para o céu”.
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