Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de abril de 2023 · 2 min de leitura ·

Chuva de meteoros Líridas tem máxima neste fim de semana; saiba como observar

Chuva de meteoros Líridas tem máxima neste fim de semana; saiba como observar

Considerada por muitos a primeira das principais chuvas de meteoros que acontecem todos os anos, Líridas está ativa desde o último sábado (15) e tem previsão de acabar no dia 29, com máxima esperada para este sábado (22) e domingo (23). É na noite entre esses dois dias que as chances de se ver rastros de luz no céu são maiores.

Essa é a primeira chuva de meteoros a ocorrer depois da “seca” que se dá após a Quadrântidas, que tem máxima em 3 de janeiro. E é por encerrar esse período e também pelo fato de a chuva Quadrântidas praticamente não ser visível do Brasil que, para muitos, Líridas é considerada a primeira das grandes chuvas de meteoros do ano.

Embora não seja das mais espetaculares, a chuva de meteoros Líridas, este ano, pode render boas visões, já que as condições de observação são bastante favoráveis, haja vista que estaremos na lua nova (com pouca iluminação natural no céu).

Segundo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, a Líridas é a mais antiga chuva de meteoros conhecida, sendo relatada há mais de 2700 anos pelos chineses. 

Ela ocorre quando a Terra atravessa a nuvem de detritos deixada pelo Cometa C/1861 G1 – Thatcher. Para nós, brasileiros, ela não é uma chuva tão intensa. “Por aqui, teremos algo entre 7 e 15 meteoros por hora, mas apenas em locais escuros, afastados dos grandes centros urbanos. Ainda assim, é uma excelente oportunidade para encerrar a ‘abstinência’ dos observadores de meteoros”.

Zurita ressalta que uma chuva de meteoros é um espetáculo astronômico dos mais democráticos. “Pode ser observada por qualquer pessoa que tenha uma visão razoável e acesso a algum pedaço de céu. Não precisa de telescópios, câmeras nem qualquer equipamento especial. Basta ter disposição para perder algumas horas de sono e olhar para o céu”.

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