Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

“Cidades provisórias” podem começar a ser construídas no Rio Grande do Sul

"Cidades provisórias" podem começar a ser construídas no Rio Grande do Sul

A água baixou, mas muitos gaúchos simplesmente não têm mais uma casa para morar após a destruição causada pela maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul. São dezenas de milhares de desabrigados que poderão receber um teto nas chamadas “cidades provisórias” que estão sendo construídas no estado.

O governo do Rio Grande do Sul assinou nesta quinta-feira (06) o termo de cooperação para instalação dos primeiros cinco Centros Humanitários de Acolhimento (CHAs), mais conhecidos como “cidades provisórias”. Estes espaços serão instalados nas cidades de Porto Alegre e Canoas, na região metropolitana da capital gaúcha.

No total, estes cinco locais poderão abrigar 3,7 mil pessoas. Em Porto Alegre, as estruturas serão erguidas no Centro Humanístico Vida, no estacionamento do Porto Seco e no Centro de Eventos Ervino Besson. As unidades na capital gaúcha terão capacidade para acolher até duas mil pessoas.

Já em Canoas, eles serão montados na avenida Guilherme Schell, próximo à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), e no Centro Olímpico Municipal (COM). Serão cerca de 1.700 moradores acolhidos nestes dois locais.

A infraestrutura prevista para os Centros Humanitários de Acolhimento é a mesma utilizada em hospitais de campanha. Serão espaços modulares em formato de galpão e tenda piramidal, com estruturas metálicas e divisórias internas que irão definir os espaços ocupados por cada uma das famílias.

Outra parte dos centros será composta por 208 casas montáveis cedidas pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), com capacidade média de cinco pessoas por unidade.

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