
Novas pesquisas sugerem a existência de um grande número de exoplanetas errantes, que vagam à deriva pelo universo, sem estarem “presos” a nenhuma estrela. Como estão longe do calor estelar, que é um dos agentes responsáveis pelo surgimento da vida, a solidão desses planetas provavelmente faz deles inabitáveis. Ainda assim, segundo um novo modelo matemático, eles podem ter luas habitáveis.
Algumas das luas desses planetas solitários, com condições muito específicas, poderiam abrigar atmosferas e água líquida. Isso pode acontecer por conta de uma combinação de radiação cósmica e as forças de maré exercidas nos satélites pela interação gravitacional com seus planetas.
As estimativas dessas pesquisas sugerem que pode haver pelo menos um exoplaneta gasoso gigante, com tamanho parecido com o de Júpiter, para cada estrela da Via Láctea.
Caso essa estimativa esteja certa, existem pelo menos 100 bilhões de exoplanetas. Além disso, pesquisas anteriores já apontavam que ao menos alguns desses exoplanetas poderiam ter sido retirados de seus sistemas domésticos junto com exoluas.
Na Terra, especificamente, a maior parte da vida depende de uma cadeia alimentar baseada em fotossíntese, ou seja, ela necessita da luz e do calor do sol. Esse calor também é o que ajuda a manter a água líquida na superfície da Terra, o que é um requisito básico para a existência da vida como conhecemos.
Porém, além da linha de gelo do Sistema Solar, que é um local onde se espera que a água líquida congele, existem lugares onde ela ainda pode ser encontrada. Esses locais são as luas de gelo Ganimedes e Europa, na órbita de Júpiter, e Enceladus, na órbita de Saturno.
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