Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 25 de março de 2024 · 2 min de leitura ·

Cientistas brasileiros encontram nova função para a borra do café

Cientistas brasileiros encontram nova função para a borra do café

O café é uma paixão nacional. Só não digo que é uma unanimidade porque eu não gosto. Sim, sou uma aberração: 99,9% dos jornalistas que eu conheço são movidos a esse combustível cheiroso e amargo.

Uma coisa que as pessoas não pensam é que o nosso amor pelo café (o de vocês, na verdade) gera milhões de toneladas de detritos mensalmente. Jogue pela pia ou no saquinho de lixo, a borra de café não é reaproveitada por quase ninguém. Mas os cientistas querem mudar isso.

Uma equipe da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) demonstrou que aquele pó molhado ou os velhos grãos de café podem absorver a bentazona, o herbicida mais comum usado na agricultura.

Eles descobriram essa nova propriedade da borra de café ao adicionar cloreto de zinco à mistura, ativando o carbono do composto. Esse carbono, por sua vez, teve uma eficiência de 70% na remoção da bentazona.

Se a tecnologia avançar, estaríamos diante de uma novidade que resolveria dois problemas ambientais em um só: o lixo gerado pelos resíduos de borra de café e os danos causados ​​por herbicidas agrícolas à vida selvagem.

Como as pessoas não vão deixar de tomar café, os cientistas seguem buscando outras formas de reaproveitar a borra dessa bebida.

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