
Cientistas da Universidade de Minnesota anunciaram um avanço curioso — e, em certo ponto, difícil de classificar. Eles criaram células sintéticas capazes de se alimentar, crescer e até se reproduzir.
Batizadas de SpudCell, essas estruturas representam um passo inicial na tentativa de reproduzir processos básicos da vida em laboratório, explica matéria no The New York Times. E isso já levanta discussões importantes sobre o que, afinal, pode ser considerado “vivo”.
As SpudCells são sistemas sintéticos projetados para imitar funções essenciais de uma célula real. Elas não são organismos completos, mas conseguem fazer coisas que chamam a atenção até de pesquisadores experientes: crescem, se dividem e competem por recursos.
O sistema é bem mais simples do que o das células naturais. Enquanto o genoma humano tem cerca de 20 mil genes e a bactéria Escherichia coli passa de 4 mil, as SpudCells operam com apenas 36 genes.
O projeto foi liderado por Kate Adamala, bióloga sintética da Universidade de Minnesota. A equipe misturou dezenas de componentes químicos até formar estruturas capazes de executar reações típicas de células vivas.
Essas estruturas receberam genes de vírus e da bactéria Escherichia coli. A partir daí, o sistema começou a se organizar sozinho em condições controladas de laboratório.
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