
Um artigo publicado recentemente na revista Nature, assinado por uma equipe formada por cientistas da Alemanha e da China, relata os resultados de um estudo que alcançou um marco extraordinário ao criar a molécula de quatro átomos mais fria já produzida.
Essa molécula, que é uma mistura peculiar de sódio e potássio com uma ligação química incrivelmente longa, foi desenvolvida a uma temperatura de 134 nanokelvin – apenas 134 bilionésimos de grau acima do zero absoluto.
Sistemas ultrafrios são cruciais para entender o comportamento quântico porque a mecânica quântica (conjunto de regras que regem as partículas subatômicas) domina em baixas temperaturas.
Ao controlar com precisão a energia dessas partículas, os cientistas conseguem simular fenômenos quânticos complexos, o que pode ajudar a compreender sistemas importantes, como os supercondutores de alta temperatura.
No entanto, alcançar esse nível de frieza não é tarefa fácil. Quanto mais complexa a molécula, mais difícil é resfriá-la. Isso porque cada átomo contribui com uma infinidade de estados quânticos, o que torna o processo ainda mais desafiador.
Para superar essas dificuldades, os pesquisadores, liderados por Tao Shi, da Academia Chinesa de Ciências, utilizaram um método de resfriamento em várias etapas. Eles começaram com o resfriamento a laser, que consiste em direcionar feixes de luz laser para os átomos em movimento. Esse processo permite que os átomos liberem energia, resfriando-se ainda mais.
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