
Um debate de décadas sobre os hominídeos antigos serem ou não capazes de escalar árvores chegou à sua conclusão, graças à descoberta de um antigo ancestral humano que trazia habilidades para caminhar em dois pés como o homem moderno, mas também de escalar árvores como os antigos primatas.
O fóssil – batizado Australopithecus sediba – tem aproximadamente dois milhões de anos e representa o “elo perdido” do período em que nossos antepassados biológicos começaram a se comportar menos como primatas e mais como humanos.
Ao todo, 17 instituições – incluindo a Universidade de Nova York e a Universidade de Witwatersrand – anunciaram em comunicado conjunto as conclusões de um estudo centrado na descoberta, no jornal científico aberto e-Life.
A descoberta do sediba se deu originalmente em 2008, em Malapa, África do Sul, pelo professor Lee Berger (Witwatersrand) e seu então filho de nove anos, Matthew. Em 2015, durante a instalação de trilhos para uma mina de minérios, os fósseis foram de fato desenterrados, elevando Malapa à posição de Patrimônio Cultural da UNESCO.
Na região, especialistas conseguiram recentemente recuperar uma articulação vertebral da lombar do Australopithecus sediba, depositada dentro de uma rocha conhecida como “brecha”. Ao invés de arriscar danos, os cientistas o escanearam por meio de tomografia computadorizada, preservando os ossos bem delicados.
O conjunto foi comparado às descobertas de anos anteriores para fins de determinar se pertenciam ao mesmo indivíduo – uma fêmea apelidada “Issa”, que significa “protetora” no idioma suaíli. Após a confirmação, foi determinado que o fóssil sediba tinha cinco vértebras na região lombar, assim como os humanos modernos.
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