
Uma estrela localizada a cerca de 1,3 mil anos-luz da Terra pode ter destruído um de seus próprios planetas e já estar a caminho de engolir um segundo objeto celeste. A conclusão é apresentada em dois novos estudos publicados nas revistas The Astrophysical Journal e The Astrophysical Journal Letters.
Os pesquisadores afirmam que a estrela, denominada TOI-5882, apresenta sinais químicos compatíveis com a absorção de um planeta em passado relativamente recente. Além disso, um grande objeto conhecido como anã marrom, que orbita muito próximo da estrela, também deverá ser consumido no futuro — possivelmente antes do previsto por estimativas anteriores.
Foi justamente esse tipo de evidência que chamou a atenção dos pesquisadores para TOI-5882. Ao analisar a luz emitida pela estrela, os cientistas encontraram níveis incomumente elevados de lítio, elemento químico muito mais abundante em planetas do que em estrelas.
Segundo o primeiro estudo, publicado no The Astrophysical Journal, a presença desse elemento indica que a estrela provavelmente absorveu um planeta.
Claudia Aguilera-Gómez, pesquisadora do Instituto de Astrofísica da Pontifícia Universidade Católica do Chile e uma das autoras do estudo, destacou ao The New York Times que esse tipo de descoberta permite compreender simultaneamente a evolução de estrelas e de exoplanetas.
“Os eventos de engolfamento podem dizer algo sobre a estrela e também sobre o exoplaneta, e isso é o mais incrível. Eles conectam essas duas partes da astronomia que normalmente permanecem separadas.”
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