
No centro da Via Láctea existe algo que intriga os cientistas há anos: uma fratura em um formato de cobra. Agora, astrônomos acreditam ter descoberto o que provocou essa fratura com incríveis 230 anos-luz de extensão.
Segundo pesquisadores, um pulsar – uma estrela de nêutrons em rápida rotação – teria colidido com o filamento em alta velocidade.
A descoberta, divulgada recentemente pela NASA e publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, combina dados do observatório espacial Chandra, do radiotelescópio sul-africano MeerKAT e do Very Large Array, nos Estados Unidos.
Filamentos como a “cobra” são estruturas gigantescas e brilhantes visíveis em ondas de rádio, localizadas ao redor do centro da galáxia. Elas são formadas por partículas que se movem por meio de campos magnéticos paralelos, criando padrões luminosos.
Apesar de existirem dezenas dessas formações, ainda não se sabe ao certo por que algumas são mais longas ou mais brilhantes que outras.
“A cobra” chamou atenção por seu comprimento e intensidade, além de exibir uma fratura notável que intrigava os cientistas.
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