Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 25 de abril de 2025 · 1 min de leitura ·

Cientistas estão ‘tatuando’ seres microscópicos. Por quê?

Cientistas estão 'tatuando' seres microscópicos. Por quê?

Você já ouviu falar dos tardígrados, também conhecidos como ursos-d’água? Esses minúsculos animais de oito patas — com apenas meio milímetro de comprimento — são famosos por sobreviverem a condições extremas, desde o vácuo do espaço até radiação intensa.

Agora, cientistas estão aproveitando essa resiliência para algo inusitado: aplicar “tatuagens” microscópicas em seus corpos.

Pesquisadores da American Chemical Society (ACS) usaram os tardígrados como plataforma de teste para uma técnica chamada litografia de gelo, capaz de esculpir padrões ultrafinos em organismos vivos usando feixes de elétrons. A pesquisa sobre esta técnica está publicada na revista Nano Letters.

Mais do que uma curiosidade científica, o experimento abre portas para o desenvolvimento de sensores, microdispositivos e até ciborgues microbianos. A ideia é tornar possível a integração de eletrônica diretamente em tecidos vivos — algo até então digno de ficção científica.

Como afirma o pesquisador Gavin King: “Este é um grande passo rumo a uma nova geração de biointerfaces e sensores implantáveis”.

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

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