Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de junho de 2026 · 2 min de leitura ·

Cientistas ficam surpresos com possível “fábrica de planetas” em buracos negros

Cientistas ficam surpresos com possível “fábrica de planetas” em buracos negros

Uma equipe de cientistas se viu diante de uma hipótese inesperada: milhões de planetas podem estar se formando perto de buracos negros supermassivos ativos, nas regiões conhecidas como núcleos galácticos ativos (AGN).

Segundo a Space, esses ambientes são tão brilhantes e extremos que, até pouco tempo, pareciam improváveis para qualquer tipo de formação planetária. Ainda assim, um novo modelo computacional sugere justamente o contrário.

Os núcleos galácticos ativos, ou AGNs, ficam no centro de algumas galáxias e são alimentados por buracos negros supermassivos. Ao redor deles, uma enorme quantidade de gás e poeira forma um disco de acreção que gira em velocidades impressionantes.

Esse movimento aquece o material a níveis extremos, fazendo com que ele emita radiação em praticamente todo o espectro eletromagnético. Em paralelo, parte dessa matéria é desviada para os polos do buraco negro e expulsa em jatos de plasma que podem viajar quase à velocidade da luz.

Na prática, trata-se de um dos ambientes mais energéticos do Universo. Em alguns casos, esses núcleos chegam a ofuscar toda a luz combinada de suas galáxias — algo que ajuda a dimensionar o cenário onde essa hipótese está sendo investigada.

O ponto mais intrigante do estudo está no contraste. Apesar de toda a turbulência, esses discos são ricos em gás e poeira — exatamente os ingredientes usados na formação de planetas.

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