Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Cientistas ganham ajuda da Amazon para projeto sobre “reduzir o brilho do Sol”

Cientistas ganham ajuda da Amazon para projeto sobre “reduzir o brilho do Sol”

Um projeto altamente experimental vem contando com a ajuda da Amazon para entender se é possível, literalmente, reduzir o brilho do Sol. Por meio da estrutura de cloud computing da Amazon Web Services (AWS), os pesquisadores estão rodando simulações de como seria a Terra em um cenário onde ele fosse menos intenso.

As mentes por trás da ideia pertencem ao National Center for Atmospheric Research (NCAR), uma das muitas entidades que conduzem pesquisas climáticas no intuito de encontrar soluções que reduzam ou eliminem o problema do aquecimento global; em parceria com a ONG SilverLining, que atua em pesquisas voltadas ao que ela chama de “gerenciamento da radiação solar”.

Normalmente, projeções desse tipo são feitas em supercomputadores – estes, armazenados em locais muito específicos, dentro de uma estrutura tecnológica extremamente singular. Modelos climáticos para projetos extremos como esse tendem a exigir uma imensa capacidade de processamento (CPU), e nem todo país tem essa disponibilidade.

O resultado disso é que não há uma democratização das bases de dados para que mais pessoas consigam despejar seus conhecimentos e opiniões para a solução de um problema que afeta a todos nós.

“A computação na nuvem começou a atingir um ponto onde ela pode contemplar o apoio a cargas de trabalho desse tipo”, disse Kelly Wanser, diretora executiva da SilverLining. “Então você tem esse ponto de inflexão onde a tecnologia empregada é suficientemente complexa, o que traz uma questão: é possível quebrar o impasse da adoção [da nuvem] e tentar rodar essas coisas nela? E, se sim, o que acontece quando você faz isso?”

A AWS vem sendo usada para armazenar o Community Earth System Model Version 2 e o Whole Atmosphere Community Climate Model – dois dos modelos climáticos mais abrangentes sob domínio do NCAR. Normalmente, o centro de pesquisa roda ambos no supercomputador conhecido como Cheyenne, que figura entre os 100 primeiros dos 500 mais poderosos supercomputadores do mundo.

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