Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Cientistas implantam rastreadores em mariposas para entender movimento migratório

Cientistas implantam rastreadores em mariposas para entender movimento migratório

Há muito tempo se pensava que insetos migratórios vão para onde o vento sopra. No entanto, evidências crescentes indicam que eles são realmente grandes navegadores e podem selecionar condições favoráveis para cumprir suas jornadas – é o caso de uma determinada espécie de mariposa.

Em um artigo publicado na Science, pesquisadores demonstram que a borboleta-caveira pode manter um caminho de voo perfeitamente reto. Segundo a pesquisa, essas mariposas são capazes de ajustar sua trajetória para compensar as condições ríspidas de vento.

Alguns métodos de estudo já tentaram entender o processo, com a aplicação de observações feitas por radar, análises de processos populacionais e genética ou medição de isótopos nos tecidos (que podem revelar os alimentos e fontes de água dos insetos e fornecer informações sobre seus locais de origem).

Como os insetos individuais se comportam durante a migração (e os caminhos que tomam) tem sido relativamente difícil de estudar, principalmente devido a seus tamanhos e à grande quantidade de populações. Mas os recentes avanços na tecnologia de rastreamento ajudaram a produzir transmissores pequenos o suficiente para serem embutidos em insetos maiores.

Esses transmissores pesam menos de um grama e podem ser ligados a insetos individuais, permitindo aos cientistas rastreá-los diretamente à medida que migram e aprender o que esse processo envolve.

“Nosso estudo se concentrou no Acherontia atropos, uma mariposa enigmática encontrada na Europa e na África. A espécie é bem conhecida pela incomum marcação semelhante a um crânio em seu tórax. Quando perturbado, ele também tem o hábito de guinchar e piscar seu abdômen amarelo-brilhante”, disseram os autores em comunicado publicado no site The Conversation.

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