
A paisagem ondulante das rochas de Marte pode ter levado cientistas a descartar uma hipótese que muda o entendimento sobre o passado do Planeta Vermelho. Um novo estudo sugere que a semelhança do terreno com rios secos e leitos de lagos não indica antiga abundância de água no corpo celeste, mas, sim, de dióxido de carbono líquido.
“Entender como água líquida suficiente foi capaz de fluir no início de Marte para explicar a morfologia e mineralogia que vemos hoje é provavelmente a maior questão não resolvida da ciência de Marte. Provavelmente, não há uma resposta certa e estamos apenas sugerindo outra possível peça do quebra-cabeça”, explicou Michael Hecht, um dos autores do artigo publicado na Nature Geoscience.
“É difícil dizer o quão provável é que essa especulação sobre Marte primitivo seja realmente verdadeira. O que podemos dizer, e estamos dizendo, é que a probabilidade é alta o suficiente para que a possibilidade não deva ser ignorada”, disse Hecht.
A pesquisa pondera que as condições de sequestro de carbono testadas pelos estudos citados no artigo são muito diferentes das condições frias e de pressão relativamente baixa no início de Marte. Por isso, eles defendem novos experimentos para avaliar se as mesmas reações químicas ocorreriam sob outras condições atmosféricas.
Bruna Barone é formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Atuou como editora, repórter e apresentadora na Rádio BandNews FM por 10 anos. Atualmente, é colaboradora no Olhar Digital.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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