
Uma série de questões práticas levou pesquisadores a explorar a possibilidade de construir computadores quânticos mais simples. Como essas máquinas, hoje em dia, são normalmente complicadas de construir, difíceis de escalar e requerem temperaturas mais frias do que o espaço interestelar para operar, muitos cientistas vêm pensando em alternativas capazes de superar esses desafios.
Entre as soluções encontradas estava a de criar computadores quânticos com funcionamento à base de fótons – partículas de luz que podem, facilmente, transportar informações de um lugar para outro. Desse modo, os computadores quânticos fotônicos conseguem operar em temperatura ambiente, sendo essa uma abordagem promissora.
No entanto, embora as pessoas tenham sido criadas com sucesso “portas lógicas” quânticas individuais para fótons, é especialmente trabalhoso construir um grande número de portas e conectá-las de maneira confiável para realizar cálculos complexos.
Agora, pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, propuseram um projeto mais inteligível para computadores quânticos fotônicos usando componentes acessíveis, de acordo com um artigo publicado na revista científica Optica nesta segunda-feira (29).
Segundo a publicação, o projeto proposto usa um laser para manipular um único átomo que, por sua vez, pode modificar o estado dos fótons por meio de um fenômeno chamado “teletransporte quântico”.
Esse átomo pode ser reiniciado e reutilizado para muitos portais quânticos, eliminando a necessidade de construir vários portais físicos distintos, o que reduz significativamente a complexidade da construção de um computador quântico.
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