Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de janeiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Cientistas propõem nova teoria: alienígenas poderiam se comunicar como vaga-lumes

Cientistas propõem nova teoria: alienígenas poderiam se comunicar como vaga-lumes

Uma nova teoria científica sugere que civilizações alienígenas avançadas poderiam estar se comunicando por meio de sinais luminosos intermitentes, semelhantes aos flashes dos vaga-lumes aqui na Terra — e nossos métodos atuais de busca podem estar completamente despreparados para detectá-los.

A hipótese, apresentada em um estudo preliminar, questiona um viés fundamental na procura por inteligência extraterrestre (SETI): a suposição de que outras espécies usariam tecnologias de comunicação análogas às nossas, como ondas de rádio.

A busca tradicional por inteligência extraterrestre, liderada por instituições como o Instituto SETI, concentra-se principalmente em detectar transmissões de rádio ou assinaturas de calor de megaestruturas.

No entanto, pesquisadores argumentam que essa abordagem sofre de um “viés antropocêntrico”, limitando nossa capacidade de reconhecer formas de comunicação radicalmente diferentes. “Levar em consideração a comunicação não humana é essencial se quisermos ampliar nossa intuição”, afirmou Estelle Janin, coautora do estudo e pesquisadora da Universidade Estadual do Arizona, ao Universetoday.

O estudo, publicado no servidor de pré-impressão arXiv propõe que civilizações tecnologicamente maduras podem ter evoluído além do uso generalizado de ondas de rádio, adotando sinais luminosos pulsantes mais eficientes. Na Terra, um processo similar já está em curso, com a transição para comunicações satelitais mais direcionadas que tornam nosso planeta progressivamente mais “silencioso” em radiofrequências para um observador interestelar.

Para testar o conceito, a equipe analisou os padrões de mais de 150 pulsares — estrelas de nêutrons que emitem feixes regulares de radiação como faróis cósmicos — em busca de padrões que se assemelhassem a sequências de flashes intencionais. Embora nenhuma evidência de sinal artificial tenha sido encontrada, a pesquisa estabeleceu parâmetros para identificar futuramente sinais suspeitos vindos de objetos celestes.

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