
A técnica de impressão 3D como conhecemos hoje começou nos anos de 1980. De lá para cá, a tecnologia avançou bastante a ponto de os cientistas conseguirem reproduzir tecidos humanos por meio da ferramenta.
Esse é o trabalho desenvolvido por um grupo de estudiosos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Testado em outros países por empresas de cosméticos e farmacêuticas, o dispositivo chamado de human-on-a-chip ou body-on-a-chip (BoC) está ganhando espaço também no Brasil. A técnica de impressão 3D, que recria tecidos de pele e do intestino, serve para avaliar a toxicidade de produtos em desenvolvimento.
Aqui no país, a gigante dos cosméticos Natura já adota a tecnologia desde o primeiro semestre de 2023, segundo explica a bióloga Juliana Lago:
“Aplicamos o ingrediente que queremos testar sobre a pele reconstituída e avaliamos sua toxicidade, simulando o funcionamento do corpo humano”, afirmou ela.
Importado de uma empresa alemã, o BoC se soma a outras técnicas usadas desde 2006 para substituir os testes de segurança e eficácia de produtos de beleza, higiene pessoal e perfumes com cobaias animais, proibidos em março de 2023 pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
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