
Um novo estudo internacional confirmou que o Grande Cinturão de Sargaço do Atlântico é agora uma característica permanente do oceano.
A pesquisa, liderada por Annalisa Bracco, do Centro Euro-Mediterrâneo sobre Mudanças Climáticas (CMCC, na sigla em inglês), também demonstrou, pela primeira vez, a capacidade de prever essas florações com meses de antecedência.
O cinturão se estende por mais de oito mil quilômetros da África Ocidental ao Caribe, com biomassa total que ultrapassou 37 milhões de toneladas em 2025. As algas chegam anualmente em quantidades catastróficas às praias do Caribe, Golfo do México e costa oeste africana, causando custos de limpeza de centenas de milhões de dólares.
Utilizando um modelo construído com dados de satélite e observações oceanográficas, a equipe reconstruiu como as concentrações de sargaço mudaram entre 2011 e 2022. O modelo foi testado prevendo concentrações para 2023 e 2024 com sucesso.
A capacidade de prever as florações com meses de antecedência muda fundamentalmente a lógica de resposta. A abordagem atual é reativa: as algas chegam, comunidades se mobilizam, recursos são gastos em limpeza e o ciclo se repete. Previsões confiáveis podem quebrar esse ciclo, permitindo preparação antecipada e até interceptação em águas abertas.
“O fato de agora podermos compreendê-lo e prevê-lo significa que também podemos começar a pensar seriamente em como gerenciá-lo“, completou Bracco.
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