Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Clone de macaco sobrevive por dois anos (e contando)

Clone de macaco sobrevive por dois anos (e contando)

Um clone de macaco sobreviveu por mais de dois anos, informou uma equipe da Academia Chinesa de Ciências (CAS). Pode parecer pouco, mas esse seria o período mais longo que qualquer macaco-rhesus (Macaca mulatta) clonado sobreviveu até hoje.

De todos os embriões de macaco clonado implantados num útero, quase a metade morreu por volta do 60º dia de gestação. Enquanto alguns clones supostamente viveram por semanas ou meses, outros que conseguiram sair do útero sobreviveram por apenas por horas ou dias. Grande parte das mortes ocorreram por problemas de expressão gênica no desenvolvimento.

O macaco clonado de dois anos é uma exceção que dá esperança aos cientistas. Os pesquisadores chineses usaram um novo método, projetado para melhorar os resultados do desenvolvimento da placenta de um embrião clonado. O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.

À medida que um feto cresce e muda, os perfis de expressão genética de sua placenta devem mudar com ele. No entanto, a placenta nem sempre parece expressar os perfis genéticos corretos no momento certo entre fetos clonados.

O problema deriva das células somáticas do embrião clonado. As células da camada trofoblástica externa do embrião fornecem nutrientes ao embrião em desenvolvimento e depois formam grande parte da placenta após a implantação. Essa parte se mostrou disfuncionais ou defeituosas na placenta mais adiante no processo.

Agora, a equipe de cientistas encontrou uma maneira de melhorar os resultados de sobrevivência para seus modelos animais. Para combater esses defeitos, os pesquisadores embutiram as camadas internas do embrião clonado no trofoblasto de um não clonado antes de implantar esse embrião híbrido. Assim, “resgataram” seu desenvolvimento.

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