
Um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) saiu na última quarta-feira (6) no valor R$ 100 milhões para apoiar a formação de meninas e mulheres em cursos das ciências exatas, engenharias e computação. O objetivo da medida é estimular a diversidade na pesquisa científica. As informações são da Agência Brasil.
A iniciativa tem como foco meninas e mulheres matriculadas no 8º e no 9º ano do ensino fundamental e no ensino médio em escolas públicas, e também as que estão matriculadas na graduação de exatas, engenharias e computação.
A cientista Hildete Pereira de Melo alerta para como homens brancos são maioria, em todos os campos científicos, mas ainda assim, existem mulheres no meio, que estão sempre nos bastidores. “Você vai remexendo os baús da história, e você vai achando mulheres, só que elas estão escondidas”.
Na história da ciência, mulheres estiveram envolvidas em descobertas e momentos importantes. Um grande exemplo é Marie Curie, nascida na Polônia em 1867, que foi a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel e a primeira pessoa a ser premiada em duas categorias, química e física com pesquisas sobre radioatividade.
Também temos exemplo de pioneirismo feminino no cenário científico brasileiro, com Bertha Lutz, bióloga e diplomata tida como responsável por incluir a igualdade de gênero na Carta da Organização das Nações Unidas.
“A maior cientista brasileira, eu vou ousar dizê-lo, Johanna Döbereiner é a mulher que permitiu, pelas descobertas dela, que o cerrado brasileiro pudesse produzir soja, açúcar”, defende Hildete.
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