
Pesquisadores do Departamento de Química da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, EUA, projetaram nanofios de silício que podem converter a luz do sol em eletricidade, dividindo água em oxigênio e gás hidrogênio, alternativa mais ecológica aos combustíveis fósseis.
Há cinquenta anos, os cientistas demonstraram pela primeira vez que a água líquida pode ser dividida em oxigênio e gás hidrogênio usando eletricidade produzida pela iluminação de um eletrodo semicondutor.
Embora o hidrogênio gerado com energia solar seja forma promissora de energia limpa, a baixa eficiência e os altos custos impediram a introdução de usinas comerciais de hidrogênio movidas a energia solar.
Uma análise de viabilidade econômica sugere que o uso de pasta de eletrodos feitos de nanopartículas em vez de design rígido de painel solar poderia reduzir substancialmente os custos, tornando o hidrogênio produzido por energia solar competitivo com os combustíveis fósseis.
No entanto, a maioria dos catalisadores ativados por luz baseados em partículas existentes, também conhecidos como fotocatalisadores, podem absorver apenas a radiação ultravioleta, limitando sua eficiência de conversão de energia sob iluminação solar.
James Cahoon, Ph.D. de Química da Hyde Family Foundation na UNC-Chapel Hill’s College of Arts and Sciences, e seus colegas do departamento, têm trabalhado na síntese química de nanomateriais semicondutores com propriedades físicas únicas que podem permitir variedade de tecnologias, de células solares a memória de estado sólido. Cahoon é o autor correspondente das descobertas publicadas em 9 de fevereiro na Nature.
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