
Na madrugada deste sábado (14), a União da Ilha do Governador levou o famoso Cometa Halley para a Marquês de Sapucaí. A passagem do astro pelo céu do Brasil em 1910, episódio que misturou medo e fascínio na época, inspirou o samba-enredo da escola, que disputa uma vaga no Grupo Especial em 2027. Mas essa não foi a primeira vez que o Universo ganhou destaque no Carnaval.
Ao longo das décadas, estrelas, planetas e visões futuristas também cruzaram as avenidas – no Rio de Janeiro, em São Paulo e em outras cidades do país – convertidos em alegorias monumentais e sambas memoráveis. Entre referências científicas e liberdade criativa, o cosmos segue inspirando gerações de carnavalescos.
Abre-alas da União da Ilha do Governador na Sapucaí. #SerieOuroNaBand pic.twitter.com/cTpSps4UyT
Em 1985, a Mocidade Independente de Padre Miguel foi a grande campeã do Carnaval carioca, com o enredo “Ziriguidum 2001 – Um Carnaval nas Estrelas”. Inspirado na estética futurista e na ficção científica, o desfile apostou em alegorias espaciais, referências a viagens interplanetárias e figurinos com forte apelo tecnológico.
Outra agremiação que dialogou com o imaginário cósmico foi a Beija-Flor de Nilópolis. Com o enredo “A Grande Constelação das Estrelas Negras”, que utilizava a imagem das estrelas como metáfora para exaltar personalidades e referências da cultura afro-brasileira, a escola ficou em 1º lugar em 1983. Embora não fosse um desfile científico, o simbolismo astronômico foi central na narrativa.
Muitos anos antes disso, a Estação Primeira de Mangueira apresentou, em 1969, o enredo “Mercadores e Seus Mascates”, em um contexto marcado pela corrida espacial e pela chegada do homem à Lua. Mesmo sem tratar diretamente de astronomia, o desfile incorporou o clima de modernidade e avanço científico que dominava o imaginário mundial naquele período.
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