Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Cometa histórico visível por 18 meses ofereceu experiência única

Cometa histórico visível por 18 meses ofereceu experiência única

Neste mês, o céu vai receber a visita de dois cometas visíveis sem ajuda de equipamentos. No dia 21, o C/2025 A6 (Lemmon) fará sua maior aproximação da Terra, com magnitude prevista de 3,9. Esse valor indica que ele poderá ser observado a olho nu, surgindo como um ponto difuso que cruzará rapidamente o firmamento. Poucos dias antes, em 19 de outubro, será a vez do C/2025 R2 (SWAN). 

Ambos devem permanecer no céu até meados de novembro, proporcionando algumas semanas de contemplação para quem quiser acompanhar seu movimento. Essa janela curta de visibilidade é comum para a maioria dos cometas. 

Eles geralmente se destacam apenas durante a aproximação máxima do Sol, chamada periélio, ou quando passam mais perto da Terra (perigeu). Muitos só são detectáveis com equipamentos, mesmo em seu auge. Permanecer visível por mais de um mês já é considerado um evento raro.

Um caso histórico é o do cometa Hale-Bopp, que brilhou entre 1996 e 1997 e entrou para a história como “o grande cometa”. Ele pôde ser visto a olho nu por cerca de 18 meses, um período excepcional desde que esse tipo de objeto passou a ser monitorado. Sua passagem chamou atenção do mundo inteiro e marcou gerações de observadores do céu.

A descoberta aconteceu em julho de 1995. Alan Hale, astrônomo profissional do Novo México, nos EUA, notou um objeto estranho próximo ao aglomerado estelar Messier 70, na constelação de Sagitário. Ao conferir catálogos e bancos de dados, não encontrou registros que explicassem a presença do corpo celeste. Horas depois, já suspeitava se tratar de um novo cometa.

Na mesma noite, Thomas Bopp, astrônomo amador no Arizona, observou o mesmo objeto pelo telescópio de um amigo. Sem referência em mapas estelares, enviou um telegrama ao centro de descobertas astronômicas de Harvard. Por isso, o cometa recebeu o nome Hale-Bopp, homenageando os dois observadores que o encontraram simultaneamente.

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