
Em 2018 foi descoberto o cometa C/2018 F4, que mais tarde viria a se rachar em dois. A divisão aconteceu durante a aproximação da rocha espacial com o Sol e provavelmente foi influenciada pelo calor.
Os pesquisadores acreditam que a divisão, percebida pela primeira vez em 2020, aconteceu porque o cometa era formado por dois lóbulos ligados por uma ponte, como um amendoim espacial, ou semelhante ao cometa 67P, visitado pela missão Rosetta.
A divisão teria acontecido quando o cometa estava, em média, a uma distância do Sol três vezes maior que a da Terra. Com a aproximação, o aquecimento pode ter acabado por eliminar parte do material e iniciado um movimento de rotação.
Chega um ponto em que ele está girando tão rapidamente que os componentes principais não conseguem mais ficar juntos, e se separam.
Atualmente os dois pedaços de rocha resultante já se encontram bem longes um do outro, a cerca de 400 mil quilômetros, distância que supera a da Terra e Sol. Os núcleos dos fragmentos medem cerca de 4 quilômetros de diâmetro cada e se separaram a uma velocidade de 3 metros por segundo.
Essa não é primeira vez que os pesquisadores observam a fragmentação de rochas espaciais, tendo acontecido também com o cometa C/2019 Y4 Atlas. O evento também aconteceu durante uma aproximação com o Sol e resultou na formação de pelos 3 fragmentos.
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