
Depois do calor infernal de março, completamos 10 meses seguidos de recordes de temperatura global. Ao que tudo indica, nós pisamos no acelerador do caos climático e os cenários catastróficos alertados pelos cientistas há décadas, já aparecem no horizonte próximo. Ainda assim, muita gente tem dúvidas sobre esse tema, o que acaba gerando até uma certa polêmica. Mas entre os cientistas de maior credibilidade na área, a única dúvida é como a humanidade pode escapar do Apocalipse Climático que se aproxima?
Se você ainda tem dúvidas se o aquecimento global é real ou se é causado pelas atividades humanas, te compreendo. É difícil formar uma convicção em meio a tanta desinformação. Mas hoje já temos uma série de evidências científicas que nos permitem afirmar que o nosso planeta está esquentando e que esse aquecimento é consequência da ação humana. A parte boa é que, sendo nossa a responsabilidade, também é nossa a chance de mudarmos o rumo da história e pegarmos o próximo, (e que talvez seja o último) retorno dessa estrada que está nos levando ao colapso.
Atualmente, nossos satélites meteorológicos mais avançados, nos permitem medir, com incrível precisão, as temperaturas de várias camadas atmosféricas de qualquer parte do planeta. Mas a ciência também desenvolveu técnicas para estimar, de maneira indireta, a temperatura da Terra em épocas passadas.
Técnicas distintas, como análise de núcleos de gelo e interpretação de aneis de árvores, mas que convergem nos resultados. Elas nos mostram que nos últimos 500 milhões de anos, a temperatura do planeta já variou bastante. A Terra já foi bem mais quente que Teresina no verão, inclusive bem antes da existência de humanos. Então, isso seria uma prova de que nós não temos culpa das mudanças climáticas que estamos vivendo? Infelizmente não.
As principais mudanças na temperatura do planeta ou levaram milhões de anos para acontecer, ou foram provocadas por eventos catastróficos, como um asteroide de 15 quilômetros atingindo a Terra 65 milhões de anos atrás. E desde o fim da última era glacial, há cerca de 10 mil anos, as temperaturas se estabilizaram em um platô, mas vem subindo repentinamente no último século. Não houve erupção de nenhum supervulcão, nenhuma atividade solar anômala e nem fomos atingidos por um grande asteroide. O único evento significativo que poderia gerar um aumento tão acentuado nas temperaturas globais é a industrialização.
Por ter sua matriz energética baseada na queima de combustíveis fósseis, nossa indústria lança na atmosfera um dos principais gases causadores do efeito estufa, o Dióxido de Carbono, ou CO2. A relação entre o CO2 e temperatura global pode ser comprovada quando comparamos os gráficos da concentração atmosférica de CO2 e da temperatura global, que se encaixam quase que perfeitamente. Por sinal, assim como a temperatura do planeta, as emissões de Dióxido de Carbono também bateram recorde em 2023, atingindo alarmantes 40 bilhões de toneladas.
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