
Um estudo publicado no Astrophysical Journal Letters indica como os elementos químicos na atmosfera de um exoplaneta podem, em alguns casos, revelar se a temperatura em sua superfície é muito alta para a existência de água em estado líquido.
Em nosso sistema solar, os planetas são pequenos e rochosos (como a Terra) ou grandes e gasosos (como Netuno). No entanto, em torno de outras estrelas, foram encontrados mundos ligeiramente maiores do que a Terra, mas menores do que Netuno. E esses planetas podem ter superfícies rochosas ou oceanos de água líquida, mas a maioria provavelmente terá atmosferas opacas e muitas vezes mais espessas que a da Terra.
Nesse novo estudo, os pesquisadores mostram como a química dessas atmosferas pode revelar pistas sobre o que está por baixo – especificamente, quais planetas são quentes demais para suportar oceanos de água líquida.
Como a água líquida é um ingrediente necessário para a vida como a conhecemos, essa técnica pode ajudar os cientistas a restringir sua busca por exoplanetas potencialmente habitáveis.
Mais de 4,5 mil exoplanetas foram confirmados em nossa galáxia, além de mais de 7,7 mil candidatos ainda a serem confirmados. Mas estima-se que existam centenas de bilhões deles.
Alguns telescópios espaciais da Nasa equipados com espectrômetros podem revelar a composição química da atmosfera de um exoplaneta.
Entre para comentar.