Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Como aquecimento global tem afetado as baleias-jubarte?

Como aquecimento global tem afetado as baleias-jubarte?

Após uma redução na caça industrializada às baleias com o banimento internacional dessa prática, o número de jubartes voltou a crescer. Entretanto, os gigantes mamíferos enfrentam uma nova ameaça: o aquecimento global.

Algumas espécies marinhas conseguem se adaptar às mudanças de temperatura e permanecer em seus atuais limites geográficos. Mas, é improvável que os antigos e grandes mamíferos, como as jubarte, consigam se adaptar a tempo. A reação de muitos mamíferos marinhos deve ser se deslocar para regiões mais frias, nos polos.

As baleias-jubarte fazem uma das mais longas migrações entre os mamíferos, que chegam a rotas de 4.830 km, do Alasca até Havaí, onde está o local de reprodução. Uma vez nos criadouros, esses animais precisam de ambientes com temperaturas entre 21 ºC e 28 ºC, ideal para os filhotes que não contam com tanta gordura quantos os adultos.

À medida que o padrão de temperatura global muda, cientistas estão preocupados de que as baleias sejam forçadas a mudar suas rotas, de acordo com reportagem da BBC News. Um estudo de 2022 da Universidade do Havaí mostra que a emissão de gases causadores do efeito estufa podem colocar diversos lugares de reprodução fora da temperatura de tolerância das jubartes.

Se as emissões de combustíveis fósseis não for controlada, especialistas preveem que cerca de 67% dos locais de reprodução das jubartes terão temperaturas acima da tolerância desses animais.

Para os autores do estudo, é importante estabelecer áreas de proteção que levem em consideração as alterações de locais de reprodução das baleias no futuro. Algumas jubartes podem descobrir novas áreas de reprodução mais a norte do planeta, desde que tenham fundos marinhos adequados e proteção contra predadores. No entanto, as áreas protegidas para cada população de jubartes devem ser definidas caso a caso.

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