
Uma supernova em uma galáxia próxima a Via Láctea é conhecida por ter em torno de si uma formação que se assemelha a um “colar de pérolas”. Até então não se sabia bem como ela o havia adquirido, mas agora um novo estudo pode ter descoberto.
Essa estrutura era um mistério para a astrofísica, até que um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Michigan e publicado na revista Physical Review Letters apontou que o colar de pérolas pode estar relacionado com como os rastros são criados, um mecanismo chamado “instabilidade do Crow”.
Não se sabe muito sobre a estrela que originou a supernova e apenas recentemente, com as observações do Telescópio Espacial James Webb este ano, foi possível identificar a existência do remanescente estelar.
No entanto, a teoria quanto aos aglomerados de plasma em seu entorno são de que eles se formaram a partir de processos que aconteceram dezenas de milhares de anos antes da explosão de supernova.
Acredita-se que uma fusão tão forte de duas estrelas acabou retirando hidrogênio de ambas. Quando isso aconteceu, ao mesmo tempo que uma supergigante azul se formava, o hidrogênio escapava para o espaço. Partículas carregadas dos ventos estelares emitidos pela estrela eventualmente colidiram com esse material que se afastava e originou o colar de pérolas.
Isso indica que os aglomerados já existiam ali antes mesmo que o combustível da estrela acabasse e ela sucumbisse.
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