
“Mind the gap between the train and platform”. Esta famosa frase, que significa “Cuidado com o vão entre o trem e a plataforma”, é bastante ouvida por quem usa o metrô de Londres – a rede de transporte subterrâneo mais antiga e a quarta maior do mundo na atualidade.
Oficialmente chamado de “London Underground”, conhecido ainda por “The Tube” ou “The Underground”, o metrô de Londres foi construído há mais de um século e meio, inicialmente se estendendo por apenas seis quilômetros, seguindo o traçado das ruas do centro da capital britânica.
Com o passar do tempo, essa linha inaugural evoluiu para uma rede de metrô completa. Já em 1900, contava com sete linhas e 84 estações – um sistema mais abrangente do que o atual metrô de São Paulo.
A criação desse novo meio de transporte foi fundamental para Londres (na época, a maior cidade do mundo). Ao longo do século 19, a população da metrópole cresceu de um milhão para 6,5 milhões de habitantes.
Por volta de 1850, o congestionamento nas ruas, provocado pelo tráfego de pedestres, cavalos e carroças, tornou-se insustentável. A necessidade de aliviar esse problema levou as autoridades locais a considerar a ideia de levar as linhas ferroviárias para o centro da cidade.
De acordo com a Superinteressante, primeiro, cogitou-se construir as linhas ao nível do solo, mas essa opção foi descartada devido ao alto impacto na demolição de áreas urbanas. A alternativa mais viável era a construção de túneis subterrâneos para a circulação dos trens.
Entre para comentar.