
No último dia 14, um grande bólido iluminou o céu do Triângulo Mineiro e se tornou um dos assuntos mais comentados do final de semana. Não demorou muito e surgiu um cidadão alegando ter encontrado uma rocha, ou meteorito, gerado por aquele bólido.
Muito espirituoso, o rapaz exibia o suposto meteorito nas redes sociais, inclusive expondo o momento em que dava um banho na rocha com água e detergente. Aquilo causou arrepios em muita gente, mas não em quem conhece um pouco sobre o assunto e percebeu rapidamente que aquela rocha não vinha do espaço. Sabe porquê?
Neste texto, vamos apresentar algumas dicas de como identificar um meteorito e o que fazer, caso encontre um desses visitantes do espaço.
Primeiramente, para identificar um meteorito, você precisa imaginar o que aconteceria com uma rocha se ela fosse submetida a jatos de plasma superaquecidos a dezenas de milhares de quilômetros por hora. Porque é exatamente isso que acontece quando uma rocha espacial atravessa nossa atmosfera.
Nesse processo, chamado ablação atmosférica, a alta velocidade da rocha comprime, aquece e ioniza os gases atmosféricos, gerando o plasma aquecido a temperaturas que chegam a 10 mil graus. Esse plasma vai vaporizar, de fora para dentro, grande parte da rocha.
Dessa forma, o pouco que sobrar vai apresentar uma crosta escura, bem fina (menos de 1 mm) e com aspecto de queimado, a chamada crosta de fusão. Ela geralmente é uma superfície suave, já que as partes mais proeminentes da rocha são arrancadas e suavizadas pela ablação. Por isso que meteoritos não tem o formato de “cocô” visto na imagem da suposta rocha mineira.
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