Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de agosto de 2026 · 2 min de leitura ·

Como os maias conseguiram prever eclipses solares com precisão há mil anos?

Como os maias conseguiram prever eclipses solares com precisão há mil anos?

Há cerca de mil anos, os maias já utilizavam um sistema capaz de acompanhar os movimentos da Lua e auxiliar na previsão de eclipses solares. O conhecimento aparece no chamado Códice de Dresden, considerado um dos mais antigos livros das Américas.

O método reunia diferentes ciclos lunares e recorria a ajustes periódicos para compensar pequenas diferenças entre esses períodos. Dessa forma, o calendário podia permanecer funcional mesmo depois de sucessivas gerações.

Estudos modernos indicam que o sistema teria permitido antecipar praticamente todos os eclipses solares visíveis para os maias entre os anos 350 e 1150, com uma diferença estimada de aproximadamente uma hora. O resultado foi obtido sem instrumentos ópticos ou recursos computacionais modernos.

O Códice de Dresden reúne um sistema de contagem do tempo baseado na observação dos ciclos da Lua. A principal dificuldade estava no fato de que esses períodos não coincidem de maneira exata, o que faz pequenas diferenças se acumularem conforme os anos passam.

Para evitar que esse descompasso comprometesse as previsões, os maias incorporaram correções ao sistema. A estratégia permitia recalibrar o calendário periodicamente e preservar sua utilidade ao longo do tempo.

A combinação dos ciclos e dos ajustes produziu um mecanismo de cálculo que, segundo os estudos mencionados no material, apresentava uma precisão incomum para o período. A estimativa é que praticamente todos os eclipses solares que poderiam ser observados pelos maias entre 350 e 1150 fossem contemplados pelo sistema.

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